Por Rafael Previtalli — Diretor Comercial, Slotter · Tempo de leitura: ~7 min · Categoria: Blog Slotter
A embalagem farmacêutica de papelão ondulado costuma passar despercebida, mas cumpre três funções decisivas na cadeia do medicamento: rastrear, proteger e reduzir impacto ambiental. Na Slotter, fábrica de papelão ondulado de Mogi das Cruzes/SP fundada em 1989, projetamos essas embalagens para que cada uma dessas funções seja mensurável e comprovável. Este conteúdo explica, de forma direta, como a embalagem de papelão contribui para a rastreabilidade, a proteção contra avarias e a sustentabilidade na cadeia farmacêutica.
O papel da embalagem de papelão na cadeia farmacêutica
No fluxo de um medicamento, a embalagem de papelão ondulado atua como embalagem secundária e terciária — a embalagem de transporte que agrupa e protege a embalagem primária (o blíster, o frasco, a ampola) que está em contato direto com o produto. Essa posição na cadeia dá a ela responsabilidades que a regulação leva a sério.
A RDC ANVISA 430/2020, que define as Boas Práticas de Distribuição, Armazenagem e Transporte de Medicamentos, exige que a embalagem proteja o medicamento contra avarias, contaminação e variações que afetem a qualidade, garantindo integridade e rastreabilidade ao longo de toda a cadeia. Ou seja: a embalagem farmacêutica de papelão ondulado é, ao mesmo tempo, um instrumento de proteção física e um suporte de informação.
Rastreabilidade: a caixa como suporte de informação
Rastrear um medicamento significa saber, a qualquer momento, de qual lote ele veio e por onde passou. A embalagem de papelão ondulado viabiliza isso ao oferecer superfície adequada para impressão de dados de identificação, lote e, quando exigido, serialização e códigos para leitura automatizada.
Para que a rastreabilidade funcione na prática, a caixa precisa manter a informação legível do início ao fim da cadeia. Isso depende de:
- Impressão nítida e com contraste suficiente para leitura por scanner.
- Durabilidade da impressão diante do manuseio repetido.
- Resistência da superfície à umidade, evitando borrões que comprometam a leitura.
Quando esses pontos são atendidos, a caixa de papelão deixa de ser apenas um invólucro e passa a ser um elo ativo da rastreabilidade exigida pela RDC 430/2020.
Proteção contra avarias: resistência comprovada por ensaio
A segunda função é proteger o medicamento contra avarias físicas durante empilhamento, transporte e movimentação. Na embalagem farmacêutica de papelão ondulado, essa proteção não é presumida — é comprovada por ensaios normatizados. Na Slotter, essa validação é feita em laboratório próprio, o que permite ensaiar resistência à compressão, empilhamento e umidade antes de liberar o material.
Os principais ensaios envolvidos:
Compressão e empilhamento
As normas NBR 6737 e NBR 6739 tratam, respectivamente, da resistência à compressão de coluna do papelão e do ensaio de compressão da caixa montada. Já o ECT (Edge Crush Test) mede a resistência ao esmagamento de coluna e é a base para o cálculo de empilhamento — quantas caixas podem ser sobrepostas com segurança em um pallet ou câmara de armazenagem.
Arrebentamento
O ensaio de Mullen mede a resistência ao arrebentamento, ou seja, a capacidade da caixa de resistir a perfurações e pressões localizadas comuns na distribuição com muito manuseio.
Controle de umidade
O ensaio de Cobb mede a absorção de água pela superfície do papel. Um Cobb adequado garante que a caixa não perca resistência nem transfira umidade à embalagem primária, protegendo o medicamento de uma das variações ambientais mais críticas da cadeia.
Sustentabilidade: papel de origem responsável
A terceira função conecta a embalagem à agenda ambiental da indústria farmacêutica. O papelão ondulado é um material reciclável, e sua origem pode ser certificada. A certificação FSC atesta que o papel provém de fontes responsáveis, um critério cada vez mais presente nas exigências de compliance e nas políticas de sustentabilidade das grandes indústrias.
A Slotter mantém certificação FSC e produção própria do papel, o que dá rastreabilidade também à matéria-prima da embalagem — não apenas ao medicamento que ela transporta. Para o setor farmacêutico, isso significa alinhar a embalagem de transporte às metas ambientais sem abrir mão de resistência e conformidade regulatória.
As três funções trabalham juntas
Rastreabilidade, proteção e sustentabilidade não são escolhas excludentes. Uma embalagem farmacêutica de papelão ondulado bem projetada entrega as três simultaneamente: superfície para impressão e rastreio, estrutura comprovada por ensaio contra avarias e origem responsável do papel. A Slotter desenvolve esse equilíbrio em projetos personalizados para o setor farmacêutico e para os segmentos químico, e-commerce, beleza, alimentos e hortifruti, atendendo grandes indústrias como Bosch, Nivea e LG, com certificações Inmetro, FSC, ISO 9001, ABNT, ANAC e Marinha do Brasil.
Perguntas frequentes
Como a embalagem de papelão ajuda na rastreabilidade?
Ela oferece superfície durável para impressão de identificação, lote, serialização e códigos de leitura. Mantendo essa informação legível ao longo da cadeia, a embalagem farmacêutica de papelão ondulado atende à rastreabilidade exigida pela RDC 430/2020.
O papelão ondulado protege contra umidade?
Sim, quando especificado com um valor de Cobb adequado. O ensaio de Cobb mede a absorção de água pela superfície do papel, garantindo que a caixa mantenha resistência e não transfira umidade à embalagem primária do medicamento.
A embalagem de papelão é sustentável?
O papelão ondulado é reciclável e, com certificação FSC, tem origem responsável comprovada. A Slotter mantém certificação FSC e produção própria do papel, agregando rastreabilidade à matéria-prima da embalagem.
Qual a diferença entre proteção e rastreabilidade na embalagem?
Proteção diz respeito à resistência física (compressão, empilhamento, arrebentamento, umidade), comprovada por ensaios como ECT, NBR 6737/6739, Mullen e Cobb. Rastreabilidade diz respeito à informação impressa que permite identificar lote e trajeto. As duas são exigidas pela RDC 430/2020.
A Slotter comprova a resistência das embalagens?
Sim. A Slotter valida compressão, empilhamento e umidade em laboratório próprio antes da produção em escala, garantindo que a embalagem entregue o desempenho especificado.
Fale com a Slotter
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