Embalagem DGR: o que é, classes de risco e quando a homologação é obrigatória

Por Rafael Previtalli — Diretor Comercial, Slotter · Tempo de leitura: ~7 min · Categoria: Blog Slotter

Se a sua empresa transporta substâncias de risco, entender o conceito de embalagem DGR é o primeiro passo para operar em conformidade. Na Slotter, fábrica de papelão ondulado em Mogi das Cruzes (SP), atendemos indústrias dos segmentos químico e farmacêutico que precisam de caixas de papelão homologadas para cargas perigosas. Este post explica, de forma didática, o que significa DGR, quais são as nove classes de risco, quando a embalagem homologada passa a ser obrigatória e por que a caixa de papelão 4G certificada é tão utilizada no transporte rodoviário.

O que significa DGR

DGR é a sigla em inglês para Dangerous Goods (produtos perigosos). O termo designa substâncias e artigos que, por suas propriedades físico-químicas, apresentam risco à saúde, à segurança e ao meio ambiente durante o transporte.

No Brasil, o transporte rodoviário de produtos perigosos é regido pela Resolução ANTT nº 5.998/2022 (Regulamento do Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos), que se baseia nas Recomendações da ONU para o Transporte de Produtos Perigosos. É esse conjunto de normas que define como classificar, embalar, marcar e documentar uma carga DGR — e, portanto, quando é necessária uma embalagem homologada, como a caixa de papelão 4G.

As nove classes de risco

As Recomendações da ONU classificam os produtos perigosos em nove classes, de acordo com o tipo de risco predominante:

  • Classe 1 — Explosivos.
  • Classe 2 — Gases (inflamáveis, não inflamáveis e tóxicos).
  • Classe 3 — Líquidos inflamáveis.
  • Classe 4 — Sólidos inflamáveis e substâncias sujeitas a combustão espontânea.
  • Classe 5 — Substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos.
  • Classe 6 — Substâncias tóxicas e infectantes.
  • Classe 7 — Materiais radioativos.
  • Classe 8 — Substâncias corrosivas.
  • Classe 9 — Substâncias e artigos perigosos diversos.

A classe indica a natureza do risco. Dentro de várias classes, a substância recebe ainda um grupo de embalagem — I (alto risco), II (médio) ou III (baixo) — que define o rigor dos ensaios que a embalagem precisa suportar.

Quando a embalagem homologada é obrigatória

A obrigatoriedade de embalagem homologada surge quando a substância é classificada como produto perigoso e o transporte se enquadra nas exigências da Resolução ANTT nº 5.998/2022. Nesses casos, não basta uma embalagem robusta: é preciso uma embalagem projetada, ensaiada e certificada para a substância e o grupo de embalagem, com marcação ONU.

Existem situações específicas, como quantidades limitadas ou isenções previstas no regulamento, em que os requisitos podem variar. Por isso, o enquadramento deve sempre ser confirmado no próprio regulamento e nas normas aplicáveis — nenhuma regra geral substitui a homologação oficial e a consulta às normas.

O que caracteriza a embalagem DGR homologada

  • Projeto conforme a NBR 11564, que especifica requisitos e ensaios das embalagens para produtos perigosos.
  • Aprovação em ensaios como queda, empilhamento, estanqueidade e pressão interna (para líquidos), com severidade conforme o grupo de embalagem.
  • Marcação ONU reconhecida, com atuação do Inmetro na certificação.

Por que a caixa de papelão 4G é tão usada

Na marcação ONU, o código de especificação combina um número (tipo de recipiente) e uma letra (material). O número 4 designa uma caixa e a letra G designa papelão — por isso, 4G é a caixa de papelão homologada para produtos perigosos.

A caixa 4G é amplamente empregada, sobretudo como embalagem externa em embalagens combinadas (embalagem interna + externa), por reunir vantagens práticas:

  • Peso reduzido, o que ajuda no custo de frete sem abrir mão de resistência.
  • Capacidade de amortecimento, protegendo embalagens internas e o conteúdo.
  • Resistência ajustável em projeto, dimensionada por parâmetros do papelão ondulado como compressão de coluna (NBR 6737), compressão da caixa (NBR 6739) e ECT.
  • Personalização, permitindo adequar dimensões, gramaturas e configuração ao produto.

A Slotter fabrica caixas de papelão ondulado com certificação Inmetro, laboratório próprio de testes de resistência e produção própria da matéria-prima, o papel — o que dá controle e rastreabilidade ao projeto da caixa 4G. A aplicabilidade a cada substância depende da classe de risco, do grupo de embalagem e das disposições do regulamento.

DGR na prática: um resumo

Para uma carga DGR seguir corretamente por via rodoviária, o caminho lógico é:

  1. Classificar a substância (número ONU, classe de risco e grupo de embalagem).
  2. Selecionar a embalagem homologada adequada — para sólidos e líquidos acondicionados, frequentemente a caixa de papelão 4G.
  3. Verificar a marcação e a compatibilidade com o grupo de embalagem.
  4. Marcar, rotular e documentar a carga conforme a Resolução ANTT nº 5.998/2022.

Esse fluxo mostra por que a escolha da embalagem não é isolada: ela depende diretamente da classificação da substância.

Perguntas frequentes

O que é embalagem DGR?

É a embalagem destinada ao transporte de produtos perigosos (Dangerous Goods). Quando exigido, ela deve ser homologada — projetada e ensaiada conforme a NBR 11564 e marcada segundo o padrão ONU, com certificação do Inmetro.

O que é uma caixa 4G?

É a caixa de papelão homologada para produtos perigosos. Na marcação ONU, o número 4 indica “caixa” e a letra G indica “papelão”, formando o código 4G.

Toda substância perigosa precisa de embalagem homologada?

Sempre que a carga se enquadra como produto perigoso sob a Resolução ANTT nº 5.998/2022, a embalagem homologada é exigida. Há isenções e regras específicas no regulamento que devem ser verificadas caso a caso.

Quais são as classes de risco?

São nove: explosivos, gases, líquidos inflamáveis, sólidos inflamáveis, oxidantes e peróxidos, tóxicos e infectantes, radioativos, corrosivos e diversos. A classe define a natureza do risco, e o grupo de embalagem (I, II ou III) define o rigor dos ensaios.

A Slotter fabrica embalagem DGR?

A Slotter produz caixas de papelão ondulado com certificação Inmetro e laboratório próprio de testes. O projeto e a homologação de cada caixa 4G são definidos conforme a substância e o grupo de embalagem — fale com a equipe para especificar corretamente.

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